A coisa acontece mais ou menos assim: fulaninha aparece num evento usando uma pena de pavão enfeitando os cabelos. Sai na revista, no programa de TV e, em uma semana no máximo, a tal da pena de pavão já está sendo vendida a rodo nos camelôs. Aquelas que sempre torceram o nariz para as penas de aves exóticas até ponderam sobre a adesão ou não à essa “moda”, mas, no geral, 7 em cada 10 vão aderir. E ai, num belo dia, você entra no shopping e pensa que entrou num poleiro. Sim, num poleiro. E convenhamos, vai ter tanta gente usando que não vai ter pavão que chegue e até pena de galinha e urubu vai entrar na moda. Passadas algumas semanas, surge um sentimento de enjôo coletivo. “Pena de pavão?? Aff, não agüento mais ver isso. Não sei como isso pôde ser moda! Eu mesma nunca usei!” – diz beltraninha, exibindo seu brincão de lagartixa, que afinal é a última moda.
Brincadeiras a parte, sabemos que a coisa é exatamente por ai. A moda, para muitos, é uma regra a ser seguida, ainda que seja necessário ignorar qualquer idéia de gosto pessoal, coerência ou personalidade.
Sou fascinada pela moda, mas a enxergo de outra forma. Para mim moda são idéias lançadas, com as quais eu posso me identificar ou não. A moda não aniquila meu estilo – absorvo aquilo que me interessa e ignoro o que não condiz com a idéia que tenho de mim mesma. Estar na moda pra mim é ter a atitude de assumir o seu próprio estilo.
terça-feira, 19 de maio de 2009
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1 comentários:
:~~~
amei!
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